ESTATISTICAS

ECONOMIA CIRCULAR NA UNIÃO EUROPEIA (UE)

Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e  renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.

Em suma, a economia circular visa manter o valor de produtos, materiais e recursos pelo maior tempo possível, devolvendo-os ao ciclo do produto no final do seu uso, minimizando a geração de resíduos.

De acordo com as informações disponibilizadas pelo EUROSTAT, as percentagens de reciclagem e de utilização de materiais reciclados, nos Estados-Membros da União Europeia, têm aumentado gradualmente.

A UE reciclou cerca de 55% de resíduos (excluindo os principais resíduos minerais) em 2016, comparando com os 53% de 2010, sendo que a percentagem de reciclagem das embalagens de plástico quase duplicou, desde 2005.

Em baixo, encontra-se a análise ao gráfico com a visão geral das percentagem de reciclagem de diferentes categorias de resíduos, na União Europeia.

Apesar das elevadas percentagens de reciclagem, em média, apenas 12% dos recursos materiais utilizados na União Europeia, em 2016, tiveram origem em produtos reciclados e em materiais reutilizados, poupando a extração de matérias-primas primárias.

Este indicador, designado percentagem de uso de material circular, mede a contribuição de materiais reciclados para a procura existente no mercado.

O indicador é inferior às percentagens de reciclagem, que medem os resíduos que são reciclados, entre outras razões, porque alguns materiais não podem ser reciclados, como por exemplo, os combustíveis fósseis queimados para produzir energia ou a biomassa consumida como alimento ou forragem.

Análise do gráfico

De acordo com os dados do EUROSTAT, a UE reciclou cerca de 55% de resíduos (excluindo os principais resíduos minerais) em 2016, comparando com os 53% de 2010.
A percentagem de recuperação de resíduos de construção e demolição atingiu os 89% em 2016.
A percentagem de reciclagem de resíduos de embalagens excedeu os 67% em 2016, (comparando com os 64% de 2010),
enquanto a de reciclagem de embalagens de plástico ultrapassou os 42%, em 2016 (comparando com os 24 % de 2005).
A percentagem de reciclagem de resíduos urbanos foi de 46% em 2017, comparando com os 35% de 2007.
A percentagem de reciclagem de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, por exemplo, computadores, televisões, frigoríficos e telemóveis – incluindo materiais valiosos que podem ser reutilizados (e-resíduos) – atingiu os 41% em 2016 (comparando com os 28% de 2010).

PORTUGAL

De acordo com as informações disponibilizadas pelo EUROSTAT, a situação em Portugal, relativamente às percentagens de reciclagem para as categorias de resíduos acima indicadas, foram as seguintes:

A percentagem de reciclagem de resíduos (excluindo os principais resíduos minerais), em 2016, foi de 52%, diminuindo em relação à percentagem de 2014.

A percentagem de recuperação de resíduos de construção e demolição, em 2016, foi de 97%.

A percentagem de reciclagem de resíduos de embalagem, em 2016, foi de 61%, enquanto a de reciclagem de embalagens de plástico foi de 42%.

A percentagem de reciclagem de resíduos urbanos, em 2017, foi de 28%, diminuindo em relação à percentagem de 2016.

A percentagem de reciclagem de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, em 2016, foi de 46%.

Apesar da elevada percentagem de reciclagem, em média, apenas 2% dos recursos materiais utilizados em Portugal, em 2016, tiveram origem em produtos reciclados e em materiais reutilizados, poupando a extração de matérias-primas primárias.