Diário de um O.G.R.

  • 06/09/2019

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06/09/2019

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6 de setembro de 2019, “Combates Europeus”

“A AÇÃO MUSCULADA DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA ALEMÃ NO SETOR DA RECICLAGEM E DAS OPERAÇÕES DE GESTÃO DE RESÍDUOS”

Alemanha, 11-07-2019! A Autoridade da Concorrência Alemã impede a aquisição, pela maior empresa alemã de gestão de resíduos Remondis, de todas as ações da Entidade Gestora de Embalagens Alemã, DSD- Dual Sistems.

O Presidente da Autoridade da Concorrência Alemã, Andreas Mundt, justifica a proibição da seguinte forma. “Como empresa de Gestão de Resíduos, a Remondis teria a possibilidade, pós aquisição, de cobrar aos concorrentes da DSD preços mais elevados pelos serviços de recolha, triagem e processamento dos resíduos do que antes da aquisição. Esta estratégia de aumentar os custos dos rivais da DSD poderia permitir à Remondis/DSD ganhar quotas de mercado adicionais significativas, espremer concorrentes e, finalmente, impor preços mais altos para embalagens e consumidores no que respeita à ecotaxa a pagar às Entidades Gestoras, O QUE SE TRADUZ EM PREÇOS MAIS ALTOS QUE ACABARIAM POR SER PAGOS PELOS CONSUMIDORES”.

Parabéns Andreas. Bom trabalho. A decisão está ainda nas mãos do Tribunal de Dusseldorf, uma vez que a Remondis pode recorrer desta, contudo, “Grüße“, isto é, saudações!

Em Portugal o pessoal foi mais esperto. Não foi uma empresa que comprou todas as ações da Entidade Gestora, mas foi a Entidade Gestora que constituiu a empresa. Aprendam com os portugueses senhores alemães. Miolos não nos faltam ah!

Mas afinal qual é o problema da Entidade Gestora constituir uma  empresa que faz exatamente o mesmo que todos os outros operadores de gestão de resíduos e, ainda, o desenvolvimento de novas ferramentas de reciclagem, auditorias, …? A isto, Andreas, em Portugal não se chama vantagem em ganho de quotas de mercado adicionais significativas, nem espremer os concorrentes, nem sequer monopólio! A isto chama-se operação de limpeza da concorrência.

Um abraço,

UM COMENTÁRIO

  • Rui Berkemeier diz:

    100% de acordo!
    A ZERO também já questionou o Ministério do Ambiente sobre esta situação que se passa nos REEE

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