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Diário de um O.G.R.

02 de julho de 2021, PRONTOS PARA A LUTA?

R3, R3 A, R3 E, R3 F, R4, R4 A, …, e ainda temos que saber o que são as operações não previstas, sem outras especificações ou de outra qualquer tipologia. São elas as operações R3 K, R4 E, R5 J, R9 C, R10 J, R12 Q e R13 E.

Mas, atenção! Podem ainda ser criados novos códigos de operações de tratamento por valorização, por Deliberação do conselho diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente. Coragem pá!

Os Operadores de Gestão de Resíduos, núcleo duro da economia circular, investidores intensivos, geradores de riqueza, estão encurralados numa rede de legislação ineficaz para a proteção do ambiente e empobrecedora de uma economia geradora de alto valor acrescentado.

Esganados por burocracia retrograda, com a introdução no sistema de licenciamento com tudo o que existe de entidade pública, que já tinha em tempos idos existido, camuflada pela utilização da tecnologia digital que privilegia o controlo dos milhões de registos e “papeis” que são obrigados a fazer, os empresários deste setor tentam adaptar-se às exigências, da melhor maneira possível, para poderem continuar a pagar salários, leasings, licenciamentos, infraestruturas, auditorias, verificadores, “blá, blá…” e, por fim, aos advogados para os defenderem perante os tribunais.

Apesar de tudo isto, os Operadores de Gestão de Resíduos Portugueses persistem e, eu e Portugal em peso temos que estar-lhes gratos. Senão vejamos:

– Quem é que garante a recuperação de milhões de toneladas de resíduos? Os Operadores de Gestão de Resíduos.

Quem é que emprega engenheiros portugueses no interior do país? Os Operadores de Gestão de Resíduos.

– Quem é que faz investimento intensivo e consumo de serviços, em grande escala? Os Operadores de Gestão de Resíduos.

– Quem é que paga mais impostos, mais coimas, mais auditores e verificadores, mais advogados, …? Os Operadores de Gestão de Resíduos.

– Quem é que trabalha arduamente para manter os “milhões de fazedores” de burocracia? Os Operadores de Gestão de Resíduos….

Por esta razão é evidente que, para os OGR, ter que declarar uma operaçãozita de cada vez que dão um passo, e interpretar o que são operações não englobadas em outras tantas, são “amendoins”.

Por exemplo, no caso da armazenagem de resíduos temos:

R13- Armazenagem de resíduos destinados a uma das operações destinadas de R1 a R12.

R13 A – Armazenagem de resíduos no âmbito da Recolha.

R13 B- Armazenagem de resíduos no âmbito do tratamento.

R13 C- Armazenagem de resíduos com compactação sem alteração da LER.

R13 D- Reembalamento de resíduos, com vista a agrupar os resíduos em recipientes adequados para preparar resíduos para tratamentos posteriores e mais distantes sem alteração da LER. (uffff!)

Depois de aplicarmos estes conceitos na organização dos nossos armazéns e, acima de tudo, de os tramitarmos nos nossos computadores, quem é que pode duvidar que nós sabemos muitíssimo bem o que é a operação, R13 E – Outra armazenagem de resíduos?

Para bem de uma grande comunidade de empresas de prestação de serviços, vendedores de equipamentos e de veículos, de entidades certificadoras, de verificadores, de vendedores de combustíveis, de informáticos, de advogados, …, e do próprio Estado, espero que os OGR aguentem as empresas, permaneçam no mercado.

Prontos para a luta?

Um abraço

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