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FMI e a economia portuguesa

FMI – A ECONOMIA PORTUGUESA É UMA DAS “DOENTES” DA ZONA EURO E NÓS, OS RECICLADORES, PODEREMOS VIR A SER UNS DOS MAIS CONTAMINADOS
De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a economia mundial está a abrandar e a economia portuguesa está “doente”. Isto significa que o nosso PIB terá um crescimento insipiente, segundo as previsões do FMI, nos próximos 10 anos.
O setor dos resíduos será um dos mais afetados, não só porque a produção de resíduos valorizáveis sofrerá uma redução, face à expectável crise que poderá assolar a indústria transformadora, como pela recessão dos nossos mercados alvo de exportação que, previsionalmente, acompanharão a tendência de queda.
O abrandamento de 1,2% nas exportações do segundo semestre de 2018 para o primeiro semestre deste ano, corresponde já a uma grande crise na produção nacional, fortemente exportadora, onde estão incluídas muitas das atividades ligadas ao setor automóvel. Esta situação afeta-nos diretamente. A procura de matéria-prima secundária é muitíssimo mais reduzida o que se traduz na consequente descida dos preços.
A APOGER considera fundamental a redução drástica dos custos administrativos, que atualmente asfixiam as empresas do setor dos resíduos e da reciclagem, como forma de compensar os danos causados pela baixa procura e, consequentemente, à baixa valorização dos resíduos tratados. Os custos administrativos, associados à laboração das empresas de gestão de resíduos, aponta para um peso de cerca de 69,6% sobre os custos totais de funcionamento, o que conduz à fragilização da sua sustentabilidade financeira.
O Estado português deve pensar, cautelosamente, nesta situação, uma vez que os resíduos e o ambiente são uma das galinhas dos ovos de ouro, em termos do contributo para o PIB nacional e, acima de tudo, para o forte arrasto sobre todas as atividades económicas nacionais que lhes são satélites.]]>

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